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“as crianças devem aprender a desenvolver o pensamento crítico, a arte da comunicação, o sentido de colaboração e a criatividade. Isso é muito mais importante do que o estudo da técnica e das disciplinas rígidas. Só assim poderão preservar sua saúde mental em situações desconhecidas, bem como atender à demanda emergente por habilidades “humanas” na indústria.”

Yuval Noah Harari. 21 Lições para o Século XX

 

Os professores do IFCS e do IH-UFRJ reunidos no dia 05 de agosto de 2019 discutiram o projeto do MEC, Future-se, e avaliaram que o projeto como um todo é prejudicial à Universidade, indicando os seguintes aspectos particularmente nocivos aos cursos de História, Filosofia e Ciências Sociais:

  1. 1. Voltado prioritariamente para a Inovação, o projeto ignora o tripé constitucional de ensino, pesquisa, extensão.  Em especial, o Future-se não contempla as atividades de ensino que visam a formação em nível superior de cientistas, professores, artistas, pesquisadores, juristas, entre outros.
  2. 2. A área de conhecimento das chamadas humanidades se caracteriza por produzir saberes, conhecimentos, erudição, sensibilidades, visões de mundo, valores que não se articulam diretamente à lógica do mercado. Antes, agregam civilização, cultura, arte, ética, moral, cidadania à vida humana.  E embora não sejam precificáveis, tais conhecimentos são fundamentais à condição humana e constitutivos da vida civilizada.
  3. 3. O Future-se limita-se tão-somente às pesquisas aplicadas e tecnológicas, o que não abrange as variadas atividades de pesquisa realizadas em todas as áreas da Universidade.
  4. 4. O Future-se sugere parceria público-privado, via OS, que desresponsabiliza o Estado do financiamento e funcionamento das IES, supondo que as Universidades possam vir a ser auto-sustentáveis.
  5. 5. Sem uma visão integradora das atividades do ensino superior, o Future-se fomenta a competição por recursos e, consequentemente, a desagregação institucional.
  6. 6. É importante ressaltar que, numa direção oposta ao projeto Future-se, muitos países que estão na ponta do processo de inovação tecnológica têm investimentos voltados para os seus excelentes cursos de humanidades.
  7. 7. O Future-se contraria as diretrizes do próprio MEC. Afinal, recentemente, os cursos de Graduação do IH e do IFCS foram avaliados com notas máximas.

Susana de Castro

Diretora do IFCS

Norma Côrtes

Diretora do IH-UFRJ

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